Blog

Inteligência Emocional

Inteligência Emocional nas Eleições 2018

- Por Jonathan Lamim

Em 2018 faltou inteligência emocional nas eleições, tanto para os candidatos quanto para os eleitores. E para fazer uma análise dessa falta de inteligência emocional, vou me basear nos 5 componentes da mesma:

  • autoconhecimento
  • autocontrole
  • motivação
  • empatia
  • habilidades sociais

Autoconhecimento

O autoconhecimento, que é o principal componente da inteligência emocional passou bem distante de cada indivíduo envolvido nessas eleições, seja ele candidato ou eleitor.

A falta de autoconhecimento fez com que candidatos não fossem capazes de sustentar sua posição frente a uma declaração justamente porque não conhecia com clareza suas forças e fraquezas para usá-las a seu favor.

Os eleitores entravam em discussões em redes sociais, rodas de amigos e família e assim como os candidatos, eram engolidos por uma onda de informações que eles não conseguiam filtrar e usar das suas forças e fraquezas para discutir civilizadamente.

Pude ver nas redes sociais pessoas perdendo a razão porque perderam o controle durante uma sequência de comentários em alguns posts, pessoas em que as fraquezas falaram mais alto do que as forças e destruíram amizades.

Havia uma briga pelo conhecimento de causa, uns diziam que conheciam, outros faziam parecer que conheciam, mas o autoconhecimento mesmo que é bom, faltou nessas eleições.

Autocontrole

Sobre o autocontrole então, tem conteúdo pra um livro. Mas o fato é que tanto candidatos quanto eleitores tiveram problemas com o autocontrole.

Perguntas mal formuladas, questões levadas para o lado pessoal, falam interpretadas de forma equivocada, isso e muito mais contribui para que debates, matérias de jornais, entrevistas e redes sociais virassem um cenário de guerra.

Pessoas perdendo o controle, deixando de lado seus princípios e valores, brigando com amigos e familiares para defender candidato A ou B. A falta de autocontrole foi tanta que as brigas saíram da esfera da comunicação verbal para a não-verbal, agressões físicas a candidatos e eleitores.

A palavra controle quase desapareceu nessas eleições, e quando aparecia, era motivo de perda de controle.

Motivação

As eleições 2018 foram a motivação para a destruição de amizades, divisão de famílias, brigas entre pessoas que sequer se conheciam e muito mais que vimos na mídia ao longo dos últimos meses.

A motivação dos candidatos não era por apresentar seu plano de governo, defender aquilo que julgavam ser melhor para o país, ganhar os votos a partir do que tem em mente para o desenvolvimento do país, mas sim diminuir o plano de governo dos demais candidatos, atacar uns aos outros com ofensas, indiretamente colocar a população em conflito.

Em um momento em que a motivação deveria ser por fazer o país crescer, solucionar os tantos problemas existentes, unir a população a favor do desenvolvimento e crescimento do país, foi tudo invertido, as motivações foram outras, e o que aconteceu: uma grande parte da população se sentiu desmotivada a contribuir com o voto nessas eleições.

Empatia

Para criar empatia é preciso ser sincero e isso esteve em falta nessas eleições. Pude ver muitas pessoas defendendo A ou B, sejam candidatos ou amigos, mas com sinceridade zero, fazendo parte do efeito manada, que estava mais preocupado em defender com acusações do que defender com sinceridade.

Candidatos que ao invés de falar dos planos de governo preferiram atacar uns aos outros com acusações, críticas destrutivas, “fake news” e muitas outras atitudes que é melhor nem descrever.

As redes sociais se tornaram um tribunal cheio de acusadores, já que para defender A usava-se uma acusação contra B e vice-versa. Não haviam juízes, o mesmo que acusava julgava. E isso aconteceu tanto ente candidatos quanto eleitores.

Como é possível criar empatia dessa forma?

Habilidades Sociais

Nem sei o que dizer das habilidades sociais, já que a maior habilidade que pude ver nessas eleições foi a de destruir relacionamentos e casos até de destruir vidas.

Aristóteles disse:

Qualquer um pode ficar zangado. Isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na intensidade correta, no momento adequado, pelos motivos justos e da maneira mais apropriada, isto não é fácil.

Vicente Caballo define as habilidades sociais (HS) como sendo o conjunto de capacidades comportamentais aprendidas e que fundamentam as interações sociais.

Apenas com essas duas definições é possível ver que faltou habilidade social durante essas eleições.

Uma palavra fora de contexto ou uma fala no momento errado eram o estopim para uma nova onde de agressões verbais e até físicas.

Todos possuem o direito de se zangar com algo, mas a partir daí muitos outros direitos iam sendo violados e um efeito cascata começava.

Conclusão

O que você leva dessas eleições? O que ela muda na sua vida? Quais áreas da sua vida estão no controle dos políticas e quais estão sob o seu controle?

Precisamos entender que por mais que a política influencie em economia, saúde, educação e muitas outras áreas, o controle de nossas vidas deve estar nas nossas mãos.

Ao invés de investirmos o nosso tempo apontando os erros dos outros, é muito mais proveitoso apontarmos soluções.

A palavra da vez nesse cenário pós-eleição é AUTORRESPONSABILIDADE.

Autorresponsabilidade é a crença de que você é o único responsável pela vida que tem levado, sendo assim, é o único que pode mudá-la.

Independente do presidente eleito ter sido ou não o seu candidato, o responsável pela sua vida e por tudo o que acontece nela é você, afinal de contas, é você quem está no controle dela (ou pelo menos deveria estar).

Não deixe que as diferenças políticas e pessoas que você nem conhece destruam o seu potencial e a sua vida. Assuma o controle, faça acontecer, seja o autor e o personagem principal da sua história.

Compartilhe na sua rede
  • 4
    Shares

Comentários