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9 maneiras de queimar energia e não chegar a lugar algum

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Muitas vezes nós passamos um longo período de tempo trabalhando em algum projeto e no final percebemos que não saímos do lugar.

Horas e horas dedicadas ao projeto, noites sem dormir e no final, o resultado foi apenas a frustração de não vê-lo funcionando.

Eu já passei por isso e depois de estudar sobre o assunto e principalmente sobre meu comportamento, identifiquei diversos fatores que me ajudaram a NÃO CHEGAR ONDE QUERIA.

Como eu acredito que assim como eu existam diversas outras pessoas – você pode até ser uma dessas – eu decidi escrever esse artigo compartilhando 9 maneiras que encontrei de queimar energia e não chegar a lugar algum.

Acompanhe a seguir as 9 maneiras e veja com quais delas você se identifica ou conhece alguém que se identifique.

1 – Querer dar conta de tudo

Muitas das vezes eu achei que sozinho eu daria conta de tudo e que realizar todas as tarefas era a garantia de que alcançaria o resultado exatamente da forma como eu desejava.

Me enganei loucamente! A única coisa que consegui com isso foi um desgaste físico e emocional, sem falar na frustração de ver o tempo passar não ver as coisas acontecerem como planejado.

Quando eu entendi que não havia nada de errado em querer dar conta de tudo – pois isso é um traço natural do meu perfil comportamental – mas que assumir tarefas para as quais eu não tinha habilidades suficientes para ser produtivo era o que estava consumindo minhas energias, tudo começou a se organizar.

Passei a delegar mais tarefas, assumir aquelas onde minhas habilidades me faziam cada dia mais produtivos e então comecei a andar.

E nessa mudança eu identifiquei uma outra maneira de queimar energia: querer agradar a todos.

2 – Agradar a todos

Sempre gostei de pedir feedback e opinião das pessoas sobre o que venho desenvolvendo, e buscava de alguma forma agradá-los a partir desses feedbacks e opiniões.

Muitas vezes os ajustes que eu fazia no projeto não eram para torná-lo melhor mas para agradar as pessoas que me deram feedback e opinião, e acaba deixando minha opinião, meu desejo e meu objetivo de lado.

Gastava muito tempo e energia física e psíquica nesse processo, até que aprendi que não devemos agradar a todos, pois enquanto fazia isso eu me desviava do caminho que havia traçado e acaba por me desagradar em alguns pontos.

Foi um desafio vencer essa etapa, mas consegui, porém, descobri nesse processo de transformação uma outra coisa que consumia minha energia: fingir que estava tudo bem o tempo todo.

3 – Fingir que está tudo bem

Somos seres humanos dotados de razão e emoção e precisamos nos permitir viver com intensidade cada momento de nossas vidas, sejam eles bons ou ruins.

Nos momentos difíceis eu fingia que estava tudo bem, passando a impressão de que eu era forte, que tudo estava sob controle e que eu não me frustrava, que tudo corria como o planejado.

De forma inconsciente eu consumia uma quantidade brutal de energia para passar essa imagem, até o dia que decidi me permitir viver o que sentia, sem criar falsas impressões.

Sabe o que eu consegui com essa mudança? Mais produtividade, performance e apoio das pessoas ao meu redor.

Me permiti ser vulnerável, viver cada momento da minha vida sem me importar com o que as pessoas iam pensar ou dizer.

Mas em alguns momentos eu parava e ficava pensando no que passou, em como seria o momento atual se eu tivesse feito agido de forma diferente, e foi aí que descobri mais uma maneira de queimar energia e não chegar a lugar algum.

4 – Viver de passado

“Quem vive de passado é museu!” Você concorda?

Pois bem, ainda existem pessoas que vivem de passado. Elas ficam revivendo mentalmente os acontecimentos, sejam eles bons ou ruins, e boa parte se lamenta pelo o que aconteceu, se martiriza, e acaba esquecendo de viver o tempo mais precioso que existe: o presente.

Por algum tempo eu vivi de passado, lamentando as coisas que deixe de fazer, as experiências que me privei de viver, e isso me fazia mal, me impedia de prosseguir, de ser mais produtivo, de fazer os meus projetos darem certo.

No dia em que eu aprendi que voltar ao passado é importante, e que a única coisa que devemos utilizar dele são os aprendizados nos momentos ruins e as sensações das coisas boas que aconteceram, minha vida pessoal e profissional deu um salto.

Coisas que no presente estavam dando tão errado quanto no passado começaram a ser corrigidas a partir do uso dos aprendizados com as situações do passado. Medos foram vencidos e então comecei a caminhar com passos cada vez mais largos.

Mas ainda tinha algo que me tomava muito tempo e fazia com que me sentisse cansado: pensar demais.

5 – Pensar demais

Pensar demais no passado, no futuro e esquecer do momento atual, do presente, era algo que acontecia constantemente comigo.

Embora eu fosse muito focado na execução das tarefas – outro traço natural do meu perfil comportamental – às vezes eu gastava mais tempo pensando no que fazer, se daria certo, se as pessoas gostariam, ao invés de pensar no como fazer o que precisava ser feito.

Pensar e refletir é muito importante para o sucesso de qualquer projeto, mas precisamos ter controle sobre esses pensamentos e reflexões, mantê-los focados naquilo que vai nos levar rumo a um objetivo e não simplesmente ficar vagando sem chegar a lugar algum.

Uma boa parte das pessoas, e por um tempo eu me inclui nessa parte, gasta o tempo pensando em como será se o projeto em que estão trabalhando – seja ele um negócio ou a própria vida – der errado. Quais serão as consequências? Os prejuízos?

Já pensei assim e aprendi que esses pensamentos não levam a lugar algum. Quando mudei os pensamentos para “o que vai acontecer a partir do momento em que der certo?”, “o que eu posso aprender nessa jornada independente do resultado?”, “quantas pessoas serão impactadas pelo meu projeto ou pelo meu aprendizado nessa jornada?”.

O que pensamos e a forma como pensamos consome energia, e cabe a nós organizar esses pensamentos e qualificá-los para que essa energia possa ser utilizada de forma produtiva e sempre levando ao objetivo.

E foi assim, nesse processo de mudança dos meus pensamentos que eu descobri outra coisa que consumia minha energia: o pessimismo.

6 – Ser pessimista

Conheço muitas pessoas que toda vez que alguém fala algo ou compartilha uma ideia já vê logo o lado negativo, os problemas. E sabe por que eu conheço pessoas assim? Por que por algum tempo eu também fui assim, e identificamos com mais facilidade as características das outras pessoas que estão presente sem nós.

Sempre tive facilidade para encontrar soluções, desde pequeno, mas em determinado momento eu passei a pensar primeiro no que poderia dar errado, e sem perceber comecei a ser pessimista em situações que eu poderia ser o solucionador.

Esse comportamento começou a afetar minhas relações sociais e eu, em perceber, ficava cada vez mais distante dos meus objetivos.

Então aprendi que é possível transformar o pessimismo em energia capaz de gerar soluções mais efetivas. Ao ter um pensamento pessimista eu mantinha o foco em dizer o contrário, a mim mesmo ou a outra pessoa, e usar aquele pensamento pessimista como informação para construir uma solução capaz de evitar que o objeto do pensamento pessimista de fato viesse a se tornar realidade.

Sendo assim eu comecei a produzir energia ao invés de consumi-la e com isso chegar cada vez mais longe com meus projetos e objetivos.

Mas todo esse processo de mudança me motivou tanto e potencializou em mim a produtividade e a performance que eu comecei a querer tudo ao mesmo tempo, e foi aí que eu caí, pois esses querer tudo consome energia demais.

7 – Querer tudo ao mesmo tempo

O fato de me sentir produtivo e muito performático em tudo o que fazia me dava a sensação de que eu poderia alcançar todos os objetivos de uma única vez, e foi assim que eu aprendi que ao querer tudo ao mesmo tempo nada é alcançado.

Eu comecei a dividir o foco entre vários projetos, cada hora estava trabalhando na demanda de um projeto diferente, e nenhum deles caminhava. A única coisa que eu conseguia era frustração, cansaço físico e mental e vontade de desistir de tudo.

Foi então que lendo o livro “A Única Coisa” uma frase me chamou a atenção:

“Se você persegue dois coelhos ao mesmo tempo não vai pegar nenhum dos dois.” – Provérbio Russo

Essa frase aparece logo no começo do livro e me fez refletir sobre o fato de estar trabalhando em diversos projetos ao mesmo tempo, com objetivos diferentes e não alcançar os resultados desejados em nenhum deles.

Então passei a olhar para tudo o que estava fazendo – e faço – como se fossem coelhos, e assim eu aprendi a importância de correr atrás de um coelho de cada vez, pois só assim seria possível pegá-lo.

E aprendi que nem sempre tinha razão, e que o fato de me achar dono da razão consumia uma energia vital para a minha realização pessoal e profissional.

8 – Achar que sempre tem razão

Achar que sempre tinha razão foi uma das grandes pedras e forma de queimar energia que tive em meu caminho.

Eu era teimoso, batia o pé até que as pessoas aceitassem minha posição, e eu nem me preocupava em saber se essa posição que eu defendia era a melhor o a pior, eu simplesmente queria ter a razão.

E assim eu gastava uma quantidade elevadíssima de energia e ainda comprometia os relacionamentos, perdendo apoiadores e ideias que poderiam alavancar meus negócios.

Foi uma longa jornada até aprender que não ter razão também é uma forma de estar com a razão, afinal de contas, cada um de nós tem uma visão do que está ao nosso redor, e nem sempre o que é correto para mim será correto para você e vice-versa.

Essa diversidade de pensamentos, ideias e certezas é o que nos completa e nos faz avançar rumo aos nossos objetivos.

Passei então a exercitar o seguinte pensamento: independente da resposta que eu obtiver sempre haverá uma razão maior do que a que eu julgo ter, e essa razão me fará ver e ir além.

E assim eu obtive mais um aprendizado: não aceitar tudo como está.

9 – Aceitar tudo como está

Aceitar tudo como está é uma dificuldade que muitas pessoas enfrentam. Algumas aceitam e fica tudo bem, outras aceitam mas ficam se roendo por dentro, pois na verdade elas não aceitam e disseram um sim apenas para agradar ou algum outro motivo particular.

Ninguém é obrigado a aceitar tudo como está, e o dia que eu tomei consciência disso, então eu aumentei muito minha velocidade rumo ao objetivo.

Nossas decisões são baseadas em valores e crenças que adquirimos ao longo da vida, e ao aceitarmos algo que vai contra esses valores e crenças começamos um processo de reclamação interna.

Essas reclamações consomem energia e geram pensamentos ruins, que consomem ainda mais energia e alteram todo o nosso ciclo, pois pensamentos ruins prejudicam a comunicação, as ações e principalmente os resultados.

Você percebeu que essas 9 maneiras de queimar energia estão diretamente ligadas e uma alimenta a outra de modo que o consumo de energia se torna cada vez maior?

Para diminuir esse consumo de energia que não leva a lugar algum você pode começar mantendo o foco em um item de cada vez, independente da ordem, pois ao começar a modificar o consumo de energia de um deles, todos os demais serão afetados, e aí será apenas uma questão de tempo e prática para que você esteja de volta ao caminho da realização, com alta performance e produtividade.

Gostou do conteúdo? Conhece alguém que pode melhorar seus resultados com os conhecimentos compartilhados aqui? Então não deixe de compartilhar.

O Autor

Jonathan Lamim é coach, palestrante e trainer comportamental, tem seu trabalho voltado para a Inteligência Comportamental e sua missão é ajudar pessoas e empresas a alcançarem mudanças comportamentais positivas e duradouras capazes de produzirem resultados cada vez maiores e melhores. Além disso, é consultor e especialista em TI com mais de 14 anos de experiência nacional e internacional.

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